Não haverá mais sorrisos à porta
A espera, ela encostada, o sorriso recíproco. Tudo isso já se foi.
Agora o que lhes espera é a casa.
Talvez o cão.
O cão sentirá falta dela, talvez mais do que você.
Mas você sentirá falta do sorriso e da espera na porta
Do abraço, da comida e da casa,
Dos cheiros e do sofá.
Sentirá falta dos domingos partilhados, dos dias de semana
Sentirá.
Falta da porta e do sorriso, abertos,
Ao abrir a própria porta, com a própria chave
E bater apenas à sua porta.
Mostrando entradas con la etiqueta Poema nem sempre é poesia. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Poema nem sempre é poesia. Mostrar todas las entradas
jueves, 30 de julio de 2009
domingo, 31 de mayo de 2009
Poema soro caseiro
O hipocondríaco passava mal
Achou que o soro iria melhorar o seu astral
Botou uma colher de açúcar e uma de sal
Num copo cheio de água
Para tentar curar as suas mágoas.
Bebeu, mas não se satisfez
A pressão não voltou logo de vez
Então ele foi ao hospital, de quem era freguês
Chegou ao médico, pediu para ser examinado.
Coitado:
O que tinha não era desidratação
Era uma vida sem emoção.
Tratado com soro caseiro, o médico lhe deu um placebo
Mandou-o para casa, com o seguinte conselho:
- Não tome mais o soro caseiro
Coma feijão tropeiro
Que tem muito ferro e vitamina
E vá procurar ver meninos e meninas
Que alimentem você e seu corpo inteiro, - se você os encontrar, pensou salutar -
Homem soro-caseiro.
Achou que o soro iria melhorar o seu astral
Botou uma colher de açúcar e uma de sal
Num copo cheio de água
Para tentar curar as suas mágoas.
Bebeu, mas não se satisfez
A pressão não voltou logo de vez
Então ele foi ao hospital, de quem era freguês
Chegou ao médico, pediu para ser examinado.
Coitado:
O que tinha não era desidratação
Era uma vida sem emoção.
Tratado com soro caseiro, o médico lhe deu um placebo
Mandou-o para casa, com o seguinte conselho:
- Não tome mais o soro caseiro
Coma feijão tropeiro
Que tem muito ferro e vitamina
E vá procurar ver meninos e meninas
Que alimentem você e seu corpo inteiro, - se você os encontrar, pensou salutar -
Homem soro-caseiro.
lunes, 29 de septiembre de 2008
Poema de Coruña
Um nunca contentar-se de contente
intinerante
viajante
encantado ao ver o conhecido na velha paisagem
ou o desconhecido no novo
o conhecido nos olhos do desconhecido.
sentir o velho cheiro de mar
do mesmo mar, do outro lado
o mesmo sol
do aviao, do ceu
nascendo na terra, morrendo no mar
ver o Finisterrae
a fé e a discrença.
ver os costumes desacostumada
ver o nada, pela noite fria
aquecer o leito
ao som do coro da igreja.
Sentir-se como Lancelot,
sempre errante
na mesa redonda
planejando viagens
tendo no cálice sagrado
uma santa desculpa para explorar o desconhecido.
Um poema para quem já viveu, para quem viverá, para a luisa e para mamae.
http://luisaqn.blogspot.com/
intinerante
viajante
encantado ao ver o conhecido na velha paisagem
ou o desconhecido no novo
o conhecido nos olhos do desconhecido.
sentir o velho cheiro de mar
do mesmo mar, do outro lado
o mesmo sol
do aviao, do ceu
nascendo na terra, morrendo no mar
ver o Finisterrae
a fé e a discrença.
ver os costumes desacostumada
ver o nada, pela noite fria
aquecer o leito
ao som do coro da igreja.
Sentir-se como Lancelot,
sempre errante
na mesa redonda
planejando viagens
tendo no cálice sagrado
uma santa desculpa para explorar o desconhecido.
Um poema para quem já viveu, para quem viverá, para a luisa e para mamae.
http://luisaqn.blogspot.com/
domingo, 3 de agosto de 2008
Ócio
O que é o ócio?
Para mim, neste momento,
O ócio seria
Esperar o ócio
Que passei muito tempo esperando,
Mas nao entendia
Que o ócio do ócio
É o por ele esperar.
Publicada em 04/07/2005
Para mim, neste momento,
O ócio seria
Esperar o ócio
Que passei muito tempo esperando,
Mas nao entendia
Que o ócio do ócio
É o por ele esperar.
Publicada em 04/07/2005
Suscribirse a:
Entradas (Atom)