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jueves, 19 de febrero de 2009

Rugas

Eu me pergunto se as rugas são más. Vejam, rugas são cicatrizes de expressões. Digamos, em um eufemismo, “sinais de expressão”. E são. Normalmente, quem mais faz careta é quem mais tem rugas. Ou quem ri muito, fica com aquela no canto da boca. E se a pessoa ri e aperta os olhos, de tanta alegria, fica com pés de galinha.
Pé de galinha, considerado horroroso, a-ca-ba com o olhar.
Por quê?

Rugas são como um documento da expressividade do ser humano ao longo de sua vida. Feias são as da testa, que são carrancudas.
Mas pés de galinha e aquela do sorriso, que quando vejo pessoas com ela, me lembro de cachorros simpáticos, por que, feias?

Temos que parar com isso. Assumir as rugas felizes, e continuar construindo elas, através dos sorrisos.
Li uma vez que havia mulheres que não tinham rugas. Não tinham porque não podiam rir ou sorrir muito. Era uma cara de paisagem, um dia atrás do outro. Então, quando olham para o espelho, não têm do que se lembrar.

Lembrei agora do sargento Tainha, do recruta Zero. Ele não sabia sorrir. Não conseguia forçar os músculos da face. Ele só tinha rugas carrancudas.
Isso sim é feio.


(ao lado, Sargento Tainha, exercitando seu sorriso)

jueves, 5 de febrero de 2009

Matemática

O mundo é um plural de singulares.

Singulares são as vidas, que vivem sós, por mais que se diga que se vive em conjunto.
Mas não há o plural.
Há um conjunto de uns.
Diria o "The Year of The Rat" que "one plus one is one together" e é isso o que é.
Não são fundidos, são apenas lado a lado, formando um dois, que nada mais é do que um mais um.

A singularidade não é má.


The Year of The Rat
http://www.youtube.com/watch?v=PScUdYTO0UM